Vídeos _ obras
Sem Título 2025
Sem Título
“Quando você morre, você não sai do sistema. Você se torna mais profundamente inserido nele. Sua substância distribuída entre centenas ou milhares de outros seres vivos.
Agora, olhe mais longe. Pense na Terra como um sistema fechado, pelo menos para a matéria. Quase nenhum átomo deixa o poço gravitacional da Terra e muito poucos chegam. Os mesmos átomos têm circulado pela biosfera terrestre há bilhões de anos. A água que você bebe passou por inúmeros organismos antes de você. Dinossauros a beberam, trilobitas nadaram nela, as primeiras bactérias fotossintéticas a dividiram para liberar oxigênio.
O ar que você respira já foi respirado antes. Exalado por humanos, animais e matéria em decomposição, voltando à origem da atmosfera terrestre. Você está constantemente trocando átomos com o ambiente. Cada respiração, cada refeição, cada excreção é uma transação. Trocando átomos velhos por novos.
Mesmo enquanto você está vivo, você está continuamente morrendo e renascendo ao nível atômico. Seu corpo se substituindo completamente a cada sete a dez anos. Então, o que é a morte, realmente? É o momento em que a substituição para. Quando o padrão que é você não consegue mais se manter contra a entropia. Quando a organização que separa você do seu ambiente se desfaz e você se funde novamente com o cenário.
Mas os átomos persistem. A energia persiste, transformada em calor, ligações químicas e movimento. A informação? Bom, isso é mais complicado. Parte dela persiste nas memórias de quem conheceu você, nas coisas que você criou, nas formas sutis como você alterou o mundo apenas por existir nele. Mas a maior parte se dissolve, perdida para a entropia. Da mesma forma que toda a informação eventualmente se dissolve na longa marcha termodinâmica em direção à morte térmica.
Este é o preço da existência em um universo regido pela segunda lei da termodinâmica. Todos os padrões são temporários. Toda ordem eventualmente dá lugar à desordem. Toda complexidade eventualmente se simplifica. A morte é a entropia vencendo, como sempre faz, como sempre deve.
E, no entanto — e isso é crucial — a entropia vencendo em nível local permite complexidade em escalas maiores. Quando uma estrela morre, ela semeia o cosmos com elementos pesados que tornam planetas e a vida possíveis. Quando um organismo morre, ele libera energia e nutrientes que permitem que outros organismos vivam.
A morte não é o oposto da vida. A morte é o motor da vida. O mecanismo de reciclagem que torna a existência contínua possível em um universo com recursos finitos. Sem a morte, os primeiros organismos teriam consumido todos os nutrientes disponíveis e, então, nada. Estase. Fim da história. A morte permite a mudança, a evolução, a criatividade infinita da vida encontrando novas formas, novas estratégias, novas maneiras de ser.
Sua morte abrirá espaço para outra vida…”
Carl Sagan
vídeo full HD
1’21”
3 edições
2026
tudo que se dá a ouvir 2021
tudo que se dá a ouvir
Trata-se de uma performance, onde o container é o sino.
Vestindo calça e camisa de algodão cru e luvas brancas – em referencia ao filme- propaganda em defesa de seringueiros “No Paíz das Amazonas” de Silvino Santos, que retrata trabalhadores, nativos e ribeirinhos no início do século XX em Manaus cenograficamente vestidos de roupas novas e muito alvas -– a artista lançará 12 badalos de sino antigos e quebrados, posteriormente expostos no Paço Imperial, com exceção de um, contra as paredes do espaço, fazendo toda a caixa metálica ressoar, libertando o som do tempo.
vídeo 4 k
duração 4’30”
3 edições
Desmanche 2021
Desmanche
Após a pandemia uma prática se intensificou nas ruas do Rio de Janeiro, a passagem do carro do ferro-velho anunciando a compra de todo e qualquer tipo de material velho do qual o indivíduo queira se livrar.
A compra anunciada através de mega-fones, adornando carros mais velhos que seus conteúdos, na verdade vira uma negociação de remoção do item a ser descartado, recebendo o antigo proprietário nada ou muito pouco pelo objeto.
Todas essas “empresas” de recolhimento pertencem e vendem o material recolhido aos diversos ferros-velhos espalhados no subúrbio do Rio de Janeiro.
Todas as gravações são iguais e circulam através de pen drives, todas, sem exceção foram feitas por uma única pessoa que ninguém sabe quem é. Em algumas delas é possível observar uma canção evangélica ao fundo, onde Deus é evocado para escrever uma nova história e um novo tempo a estes trabalhadores da oxidação.
Inundada todos os dias por esse som, pelas transformações da Covid e pelos claros sinais da falência do capitalismo resolvi enxertar palavras ligadas ao sistema de produção vigente nas gravações e circulei com um destes carros, o Machado Ferro-Velho de propriedade do Sr. Rodrigo e seu filho Fabiano. som Gil Tandeta Gregório
vídeo full HD
7′
2022
Bilis Negra 2020
Bilis Negra
taedium vitae, spleen, ennui,
atra bilis,
Bílis negra.
O Destino, Um Destino, Teu Destino
Sob a influência de Saturno, te vi.
Atravessada pela revelação,
pelo peso.
A queda no estado limite.
Forças que te ultrapassaram,
atravessadas.
Imagem interrompida,
que se fixa.
Silêncio.
A profecia surge do excesso.
Duplo movimento.
Dual Lucidez.
Instala-se a possibilidade.
Contemplar o cosmos.
A melancolia pertence à terra.
Marisa.
(Em 19 de junho de 2020, em plena pandemia, de um viaduto na distante Chicago, Marisa se foi. Amiga de toda a vida, foi-se sozinha, diante de um mundo em ruínas. Do excesso de inércia, da impossibilidade de decifrar o enigma, surgiu o vídeo Bílis Negra. A melancolia, tal e como a concebia Walter Benjamin, regressando como potência. Para Marisa.)
vídeo fullHD
3’5″
2020
Sobre Saudades sem Lembranças 2016
Sobre saudades (Sem lembranças) - vídeo
vídeo fullHD
6’41”
2014-2016
Stills do vídeo Sobre saudades (Sem lembranças)
Stills do vídeo Sobre saudades (Sem lembranças)
22.9053°S,43.2340°W, 22.981043ºS, 43.194080ºW; 22.5855.1º S, 43.12408º W, 2016 -
22.9053°S,43.2340°W, 22.981043ºS, 43.194080ºW; 22.5855.1º S, 43.12408º W - vídeo
O vídeo apresentado na exposição Através do Espelho no Solar Meninos de Luz, recebeu então o título de 22.9053° S, 43.2340° W; 22.981043o S, 43.194080o W, pois o trabalho acumula em seu título as coordenadas dos locais onde é exibido, assumindo sua própria migração. Com a duração de 4’ 25”,full HD e em loop, o vídeo apresenta a artista vestida, da cabeça aos pés, totalmente de preto e envolta em um cobertor de emergência dourado, dança na escuridão. E o cobertor transforma-se num objeto animado a bailar no breu absoluto.
22.9053°S,43.2340°W, 22.981043ºS,
43.194080ºW;
22.5855.1º S, 43.12408º W
vídeo full HD
duração 4’25″, em loop
3edições +P.A.
2016
Ser Concomitante 2016
Ser Concomitante - objeto - vídeo instalação
O vídeo apresenta a imagem de uma criança se balançando fitando a câmera e a voz da artista, de sua mãe e filha sobrepostas conversando em alemão, língua materna. O vídeo é apresentado num televisor em preto e branco e videotape sobre um móvel em madeira.
Objeto- vídeo instalação,
vídeo em HD com 1′ 57” de duração , 1 televisor de tubo de 12″, 1 aparelho de DVD, 1 mesa em madeira.
1,30 X 50 X 50cm
2016
Ser Concomitante - vídeo
O vídeo apresenta a imagem de uma criança se balançando fitando a câmera e a voz da artista, de sua mãe e filha sobrepostas conversando em alemão, língua materna. O vídeo é apresentado num televisor em preto e branco e videotape sobre um móvel em madeira.
Objeto- vídeo instalação,
vídeo em HD com 1′ 57” de duração , 1 televisor de tubo de 12″, 1 aparelho de DVD, 1 mesa em madeira.
1,30 X 50 X 50cm
2016
Exílio
Exílio - vídeo
A imagem da paisagem européia da janela de um trem tem sua velocidade acelerada e invertida, enquanto isso a artista recita o poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias de forma invertida.
vídeo em HD
1’
2015
Estranhamentos 2015
Estranhamentos - vídeo
Estranhamentos
vídeo fullHD
6’41”
Estranhamentos - vídeo fullHD
vídeo full HD
2’30”
2014