Outros atravessamentos _ obras
Sem Título
Sem Título
“Quando você morre, você não sai do sistema. Você se torna mais profundamente inserido nele. Sua substância distribuída entre centenas ou milhares de outros seres vivos.
Agora, olhe mais longe. Pense na Terra como um sistema fechado, pelo menos para a matéria. Quase nenhum átomo deixa o poço gravitacional da Terra e muito poucos chegam. Os mesmos átomos têm circulado pela biosfera terrestre há bilhões de anos. A água que você bebe passou por inúmeros organismos antes de você. Dinossauros a beberam, trilobitas nadaram nela, as primeiras bactérias fotossintéticas a dividiram para liberar oxigênio.
O ar que você respira já foi respirado antes. Exalado por humanos, animais e matéria em decomposição, voltando à origem da atmosfera terrestre. Você está constantemente trocando átomos com o ambiente. Cada respiração, cada refeição, cada excreção é uma transação. Trocando átomos velhos por novos.
Mesmo enquanto você está vivo, você está continuamente morrendo e renascendo ao nível atômico. Seu corpo se substituindo completamente a cada sete a dez anos. Então, o que é a morte, realmente? É o momento em que a substituição para. Quando o padrão que é você não consegue mais se manter contra a entropia. Quando a organização que separa você do seu ambiente se desfaz e você se funde novamente com o cenário.
Mas os átomos persistem. A energia persiste, transformada em calor, ligações químicas e movimento. A informação? Bom, isso é mais complicado. Parte dela persiste nas memórias de quem conheceu você, nas coisas que você criou, nas formas sutis como você alterou o mundo apenas por existir nele. Mas a maior parte se dissolve, perdida para a entropia. Da mesma forma que toda a informação eventualmente se dissolve na longa marcha termodinâmica em direção à morte térmica.
Este é o preço da existência em um universo regido pela segunda lei da termodinâmica. Todos os padrões são temporários. Toda ordem eventualmente dá lugar à desordem. Toda complexidade eventualmente se simplifica. A morte é a entropia vencendo, como sempre faz, como sempre deve.
E, no entanto — e isso é crucial — a entropia vencendo em nível local permite complexidade em escalas maiores. Quando uma estrela morre, ela semeia o cosmos com elementos pesados que tornam planetas e a vida possíveis. Quando um organismo morre, ele libera energia e nutrientes que permitem que outros organismos vivam.
A morte não é o oposto da vida. A morte é o motor da vida. O mecanismo de reciclagem que torna a existência contínua possível em um universo com recursos finitos. Sem a morte, os primeiros organismos teriam consumido todos os nutrientes disponíveis e, então, nada. Estase. Fim da história. A morte permite a mudança, a evolução, a criatividade infinita da vida encontrando novas formas, novas estratégias, novas maneiras de ser.
Sua morte abrirá espaço para outra vida…”
Carl Sagan
vídeo full HD
1’21”
3 edições
2026
“VOLVAMOS AL SILENCIO, AL SILENCIO DE LAS PALABRAS QUE VIENEN DEL SILENCIO” VICENTE HUIDOBRO EN ALTAZOR, CANTO I
A imaginação e o conhecimento que dela decorre movem a humanidade. A história nos mostra que os sistemas de poder sempre quiseram moldar esse movimento. Não é de se estranhar que, ao longo dos séculos, a transmissão de todo conhecimento tenha sido constantemente objeto de controle e que, desde o momento em que passou a ocorrer majoritariamente por meio da palavra impressa, muitos livros tenham sido proibidos. Essa mentalidade persecutória continua até os dias de hoje e, no século XXI, a proibição de títulos segue sendo uma prática recorrente.
Mas a história também nos ensinou que é impossível eliminá-los. O conhecimento que eles carregam permanece suspenso, hibernando, sem respirar, em outra dimensão: na poesia intrínseca das coisas, no mundo das ideias, em nosso cérebro, aguardando o momento de retornar.
“Voltemos ao silêncio,
ao silêncio das palavras que vêm do silêncio.”
propõe a criação de um calendário composto por volumes cobertos com papier mâché feito a partir de páginas de livros, dispostos em uma escada com uma grande espiral (imagem 1), em alusão aos conceitos andinos de tempo e espaço, concorrentes e indivisíveis — a escada como representação do espaço e a espiral, símbolo dinâmico que expressa a lei geral do movimento, como imagem do tempo (imagem 2).
Os livros serão sugeridos por um grupo selecionado e pela artista, e conterão conhecimentos andinos ou astronômicos, ou simplesmente conteúdos que sejam importantes para a pessoa. Os títulos sugeridos serão incorporados às camadas de papier mâché.
O conhecimento é oferecido como uma fundação invisível sobre a qual as sociedades são construídas.
Além dos livros sugeridos, outros serão adicionados para completar a quantidade necessária. Também serão incluídas imagens e desenhos realizados pela artista, a fim de criar diferentes escalas, claros e escuros, com o objetivo de potencializar o impacto e a assimilação da obra pelo público.
Os volumes colocados no chão serão cobertos com pigmento luminescente, de modo que, durante o dia, absorvam a luz solar e possam brilhar à noite. Dependendo da disposição, os blocos receberão a luz solar com diferentes intensidades e, por isso, brilharão de forma distinta, formando um calendário do movimento do sol (imagem 3).
Tanto a construção quanto a luz emitida à noite criarão um novo espaço e uma experiência temporal do ritmo natural do dia e da noite, da luz e da sombra, sem a rigidez da lógica mecânica. O tempo vivido por meio da experiência da luz, que sempre conectou o ciclo natural ao conhecimento humano.
Desde a primeira estrela, é a luz que nos conecta e nos fornece informações sobre aquilo que desconhecemos.
Na astronomia, é sobretudo a luz que nos permite conhecer o nosso Universo.
“A poesia da astronomia é tecida com a luz.” *
* Danilo González Díaz
estudante de pós-doutorado em astrofísica
Universidade Católica do Norte
Instalação
Papier mâché – 100 kg de aparas de livros , 50 litros de cola branca,pigmento luminescente
17mØ aprox
2025
VISTA
SACO BIENAL 1.2 , La Molinera, Antofagasta , Chile
Bilis Negra
Bilis Negra
taedium vitae, spleen, ennui,
atra bilis,
Bílis negra.
O Destino, Um Destino, Teu Destino
Sob a influência de Saturno, te vi.
Atravessada pela revelação,
pelo peso.
A queda no estado limite.
Forças que te ultrapassaram,
atravessadas.
Imagem interrompida,
que se fixa.
Silêncio.
A profecia surge do excesso.
Duplo movimento.
Dual Lucidez.
Instala-se a possibilidade.
Contemplar o cosmos.
A melancolia pertence à terra.
Marisa.
(Em 19 de junho de 2020, em plena pandemia, de um viaduto na distante Chicago, Marisa se foi. Amiga de toda a vida, foi-se sozinha, diante de um mundo em ruínas. Do excesso de inércia, da impossibilidade de decifrar o enigma, surgiu o vídeo Bílis Negra. A melancolia, tal e como a concebia Walter Benjamin, regressando como potência. Para Marisa.)
vídeo fullHD
3’5″
2020
Cada día
Cada día
O projeto Cada Día teve como objetivo criar proximidade com os habitantes da região, conhecer suas histórias e recuperar relações de cuidado e afeto que, em razão da COVID-19, permaneceram distantes e amplamente virtuais.
A cada dia, 50 pães, assados com sal de Bahía Blanca na crosta para alcançar uma tonalidade dourada intensa, foram oferecidos aos moradores locais em troca do compartilhamento de suas experiências durante a pandemia.
Por meio do ato simbólico de distribuir pão, o projeto buscou reativar a memória histórica e afetiva.
A performance ocorreu nos dias 11 de março e 11 de abril de 2021, bem como durante a abertura da exposição.
Ao todo, foram necessários 200 pães.
A obra envolve a negociação com uma padaria local para assar fornadas de pães cujas crostas serão revestidas com sal de Bahía Blanca, permitindo que dourem completamente. Esses pães serão distribuídos* na rua, utilizando equipamentos expositivos adequados — semelhantes a uma “vitrine” — aos moradores da região, em troca de relatos de suas experiências durante a pandemia.
Por meio do ato simbólico de distribuir pão, busco reativar — a partir de testemunhos pessoais de um período marcado por sofrimento generalizado, incluindo dificuldades econômicas — a importância do porto local e do comércio, em especial do trigo, e seu papel central na história econômica da Argentina. O sal, proveniente das salinas costeiras que deram nome à cidade, remete a um mineral que, na Antiguidade, era valorizado tanto quanto o ouro.
Essa performance pretende criar proximidade com os moradores locais, escutar suas histórias e recuperar relações de cuidado e afeto que, em razão da COVID-19, tornaram-se distantes e amplamente mediadas pela interação virtual.
Após a primeira fase da performance na rua, uma segunda fase ocorrerá no interior do museu, onde o pão também será distribuído durante o período de abertura da exposição.
O resultado dessas distribuições será um vídeo que reunirá os testemunhos. As narrativas também serão transcritas em múltiplas folhas de papel e organizadas como uma grande linha do tempo em uma parede do museu.
Instalação
pães e desenho
dimensões variáveis
2021
VISTA
BIENAL DE BAHIA BLANCA – 2 MUSEOS
Museo de Bellas Artes y Museo de Arte Contemporáneo, Bahia Blanca, Província de Buenos Aires, Argentina
2021
Mensagens para Zerbini ou Messages in a bottle
Mensagens para Zerbini ou Messages in a bottle
No início da pandemia, assim como muitos resolvi arrumar velhas caixas de fotografia, as últimas ainda na caixa recebi de meu primo, filho de minha falecida madrinha. Caixas e caixas de velhas fotografias, pinturinhas e slides, cada vez que as vejo sinto-as como uma mensagem numa garrafa que vem do outro lado do oceano. A pandemia detonou um tempo universal de reflexão, o passado agora mais presente se tornou o novo campo de investigação.
espelho, vidros, metais e negativos
40x40x40cm
2020
Mensagens para Zerbini ou Messages in a bottle
No início da pandemia, assim como muitos resolvi arrumar velhas caixas de fotografia, as últimas ainda na caixa recebi de meu primo, filho de minha falecida madrinha. Caixas e caixas de velhas fotografias, pinturinhas e slides, cada vez que as vejo sinto-as como uma mensagem numa garrafa que vem do outro lado do oceano. A pandemia detonou um tempo universal de reflexão, o passado agora mais presente se tornou o novo campo de investigação.
espelho, vidros, metais e negativos
40x40x40cm
2020
Mensagens para Zerbini ou Messages in a bottle
No início da pandemia, assim como muitos resolvi arrumar velhas caixas de fotografia, as últimas ainda na caixa recebi de meu primo, filho de minha falecida madrinha. Caixas e caixas de velhas fotografias, pinturinhas e slides, cada vez que as vejo sinto-as como uma mensagem numa garrafa que vem do outro lado do oceano. A pandemia detonou um tempo universal de reflexão, o passado agora mais presente se tornou o novo campo de investigação.
espelho, vidros, metais e negativos
40x40x40cm
2020
Mensagens para Zerbini ou Messages in a bottle
No início da pandemia, assim como muitos resolvi arrumar velhas caixas de fotografia, as últimas ainda na caixa recebi de meu primo, filho de minha falecida madrinha. Caixas e caixas de velhas fotografias, pinturinhas e slides, cada vez que as vejo sinto-as como uma mensagem numa garrafa que vem do outro lado do oceano. A pandemia detonou um tempo universal de reflexão, o passado agora mais presente se tornou o novo campo de investigação.
espelho, vidros, metais e negativos
40x40x40cm
2020
Campo Dormitório
Campo Dormitório
É uma escultura instalação composta de 10 estrados de cama de solteiro em madeira, colocados um ao lado do outro. 3 colchões altos forrados com lençóis brancos, impecavelmente passados. Barras de metal tubulares formando uma estrutura como de andaimes, sobre os estrados. Esta estrutura eleva-se para receber nos pontos determinados 6 ventiladores de teto danificados. A altura chega a 2m nestes pontos. 7 lâmpadas de luz fluorescente com defeito piscando aleatoriamente e 6 caixinhas de música também prendem-se aos tubos metálicos.
A instalação convida o espectador a participar, deitar-se sobre os lençóis em puro algodão, e ouvir as canções de ninar provenientes das caixas de música. Porém, as lâmpadas frias piscam num frenesi inconstante na tentativa de permanecerem acessas, gerando ruídos característicos. Assim como os ventiladores danificados que giram como ainda possível.
Todos estes ruídos se confundem com as canções, despertando memórias e tornando o ambiente que deveria ser acolhedor num caos atordoante, explicitando sua falência.
A intenção é oferecer a instalação à cidade e mais diretamente à população que habita o entorno para que se aproprie do trabalho.
Instalação
10 estrados (1,94x92x 6cm) de cama em madeira;
3 colchões brancos altos ( 188x88x30cm);
3 lençóis brancos em puro algodão egípcio;
38m de perfis metálicos tubulares formando uma estrutura como de andaime;
7 lampadas fluorescentes com defeito;
6 ventiladores de teto danificados;
6 maquinários de caixa de música;
2 câmeras de vigilância instaladas com equipamento de gravação;
lacres plásticos;
material elétrico.
10,90×4,20m aproximadamente
2017
VISTA Siart- Bienal Internacional de Arte de La Paz
Campo Dormitório
É uma escultura instalação composta de 10 estrados de cama de solteiro em madeira, colocados um ao lado do outro. 3 colchões altos forrados com lençóis brancos, impecavelmente passados. Barras de metal tubulares formando uma estrutura como de andaimes, sobre os estrados. Esta estrutura eleva-se para receber nos pontos determinados 6 ventiladores de teto danificados. A altura chega a 2m nestes pontos. 7 lâmpadas de luz fluorescente com defeito piscando aleatoriamente e 6 caixinhas de música também prendem-se aos tubos metálicos.
A instalação convida o espectador a participar, deitar-se sobre os lençóis em puro algodão, e ouvir as canções de ninar provenientes das caixas de música. Porém, as lâmpadas frias piscam num frenesi inconstante na tentativa de permanecerem acessas, gerando ruídos característicos. Assim como os ventiladores danificados que giram como ainda possível.
Todos estes ruídos se confundem com as canções, despertando memórias e tornando o ambiente que deveria ser acolhedor num caos atordoante, explicitando sua falência.
A intenção é oferecer a instalação à cidade e mais diretamente à população que habita o entorno para que se aproprie do trabalho.
Instalação
10 estrados (1,94x92x 6cm) de cama em madeira;
3 colchões brancos altos ( 188x88x30cm);
3 lençóis brancos em puro algodão egípcio;
38m de perfis metálicos tubulares formando uma estrutura como de andaime;
7 lampadas fluorescentes com defeito;
6 ventiladores de teto danificados;
6 maquinários de caixa de música;
2 câmeras de vigilância instaladas com equipamento de gravação;
lacres plásticos;
material elétrico.
10,90×4,20m aproximadamente
2017
VISTA Siart- Bienal Internacional de Arte de La Paz
Campo Dormitório
desenho técnico
Campo Dormitório
desenho – projeto
Sem Título
Sem Título
2 pinturas de retratos, voile branco, 2 pregos e arame enferrujados
50x70cm
2020
Frestas por onde Muros escoam
Frestas por onde Muros escoam
É uma instalação composta de duas pirâmides de terra, 60 vergalhões de latão e três cadeiras em madeira, que pertenceram à casa dos avós paternos da artista. A instalação no jardim da Reitoria da UFF pretendia reforçar a idéia da impossibilidade de conter o curso dos acontecimentos. construída a céu aberto, e exposta a sol e chuva, a obra deveria se transformar no decorrer do tempo. a terra escoaria entre os vergalhões, que fincados ao chão formando grades no entorno das pirâmides,não constituiriam obstáculo ao aterramento. e as cadeiras se deslocariam de seu lugar inicial, o centro das pirâmides.
Exposto ao tempo e ao clima, ao final do período de exposição o que de fato aconteceu foi que o jardim invadiu o trabalho, a grama cresceu nas pirâmides de terra, que se tornaram mais rígidas, e nada tombou. O jardim se apropriou do trabalho, contrariando o que havia sido previsto.
Instalação
3 cadeiras em madeira, 60 vergalhões de latão, 9T de terra
dimensões variáveis
2017
Frestas por onde Muros escoam - desenho
Instalação
3 cadeiras em madeira, 60 vergalhões de latão, 9T de terra
dimensões variáveis
2017
Frestas por onde Muros escoam
É uma instalação composta de duas pirâmides de terra, 60 vergalhões de latão e três cadeiras em madeira, que pertenceram à casa dos avós paternos da artista. A instalação no jardim da Reitoria da UFF pretendia reforçar a idéia da impossibilidade de conter o curso dos acontecimentos. construída a céu aberto, e exposta a sol e chuva, a obra deveria se transformar no decorrer do tempo. a terra escoaria entre os vergalhões, que fincados ao chão formando grades no entorno das pirâmides,não constituiriam obstáculo ao aterramento. e as cadeiras se deslocariam de seu lugar inicial, o centro das pirâmides.
Exposto ao tempo e ao clima, ao final do período de exposição o que de fato aconteceu foi que o jardim invadiu o trabalho, a grama cresceu nas pirâmides de terra, que se tornaram mais rígidas, e nada tombou. O jardim se apropriou do trabalho, contrariando o que havia sido previsto.
Instalação
3 cadeiras em madeira, 60 vergalhões de latão, 9T de terra
dimensões variáveis
2017
Sem Título
pigmentos minerais sobre papel fotográfico
10x15cm
3+P.A.
2017
@Tania Bonin
Sem Título
pigmentos minerais sobre papel fotográfico
10x15cm
3+P.A.
2017
@Tania Bonin
Sem Título
pigmentos minerais sobre papel fotográfico
10x15cm
3+P.A.
2017
@Tania Bonin
Sem Título
pigmentos minerais sobre papel fotográfico
10x15cm
3+P.A.
2017
@Tania Bonin
Sem Título
pigmentos minerais sobre papel fotográfico
10x15cm
3+P.A.
2017
@Tania Bonin
Nós que nos acreditamos vivos?
nos qui Credimus nos uiuos esse?
livro-projeto
2009
nos qui Credimus nos uiuos esse? nós, que nos acreditamos vivos ? wir, die wir uns lebendig glauben? we, that belive us alive?
Pariser Platz, Berlim. No centro histórico, simbólico da capital dos alemães, contra o ocre, o cinza das fachadas e o colorido difuso das ruas, carros e pessoas, várias bandeiras numa bandeira de algodão, branca, de quinze metros de altura por cento e vinte e cinco metros de comprimento, atravessa o vão central do portão de Brandenburgo, cortando a praça de uma extremidade à outra. sobre ela, as imagens de corpos, mil corpos numa espécie de grande monotipia em carvão; marcas, registros no pano branco, 20 anos de queda do muro.” Paulo Rubens da Rocha Sampaio
Projeto para a comemoração de 20 anos de queda do Muro de Berlim no Portão de Brandenburgo
maquete, livro e plotagem (detalhe)
47x52x10cm
2009
nos qui Credimus nos uiuos esse?
Pariser Platz, Berlim. No centro histórico, simbólico da capital dos alemães, contra o ocre, o cinza das fachadas e o colorido difuso das ruas, carros e pessoas, várias bandeiras numa bandeira de algodão, branca, de quinze metros de altura por cento e vinte e cinco metros de comprimento, atravessa o vão central do portão de Brandenburgo, cortando a praça de uma extremidade à outra. sobre ela, as imagens de corpos, mil corpos numa espécie de grande monotipia em carvão; marcas, registros no pano branco, 20 anos de queda do muro.” Paulo Rubens da Rocha Sampaio
Projeto para a comemoração de 20 anos de queda do Muro de Berlim no Portão de Brandenburgo
maquete, livro e plotagem (detalhe)
47x52x10cm
2009
nos qui Credimus nos uiuos esse?
Simulação
Convite
Um convite à população local publicado nos maiores jornais de Berlim, a participar de uma performance residual, que acontecerá nas duas faces do Portão de Brandenburgo. Os voluntários encontrarão um painel de algodão, medindo15mX125m, composto de 1000 módulos nas medidas das bandeiras das extintas URSS, alemanha Oriental e Ocidental e EUA. Cada participante posicionado frente à sua bandeira, terá seu corpo coberto por tinta e carvão e deixará a impressão frontal de seu corpo no tecido.
A Performance dentro da Intervenção
Em referência ao episódio mitológico de Ulisses, a artista passará os 4 dias consecutivos ao evento costurando as partes do grande painel, tal como Penélope, que por sua vez, tecia, com a disciplina da espera sem fim.
Site Specific
No dia 9 de novembro, dia da queda do Muro de Berlim
Após a secagem e costura, o painel será erguido e instalado ( de uma ponta a outra, cortando a Pariser Platz ) fixo em 2 estruturas metálicas de 15m de altura , cruzando o vão central do Portão de Brandenburgo e com ele formando uma cruz.
O resultado final é a observação dupla. Por um lado a tatuagem, do outro o seu reflexo.